LA mia Sincerità
sta SUI Trampoli.
Si vous ne trouvez plus rien, cherchez autre chose.
Opere di gente molto divertente che avrebbero risolto diverse serate, tra cui spicca un’artista, Vieira da Silva. Hanno già scritto e detto molte cose sulla persona, e sull’opera. Io non lo sapevo, non la conoscevo (ma se è vero che non voglio neanche sapere se sia esistito un uomo prima di me, varrà pure per le donne).
Mi ha commosso il disperato tentativo, a tratti limpidamente riuscito, di dare un sentimento alla prospettiva. Non di avere una prospettiva dal sentimento; non si parla di punti di vista. Quello che lei ricerca nell’opera è proprio il significato artistico della prospettiva, senza alcun tipo di formalismi dell’organizzazione dello spazio. Prova a dare un valore artistico alle relazioni mere, utilizzando lo spazio della tela come vera finestra sull’io che interpreta soggettivamente la materia e lo spazio; e mentre rappresenta la relazione artistica, la crea. Gli schizzi, gli studi preparatori sono esemplari ed elucidanti.

Un’altra cosa va notata: la raffigurazione della massa. Della folla, si intende; una sineddoche non banale (perché l’uno della moltitudine di per se lo è divenuto) nella quale lo studio del sentimento della prospettiva cede il posto alla rappresentazione della coscienza. Come è stato scritto da altri, la coscienza è la dimenticanza tanto come il ricordo è memoria. La prima lavora per cercare di cancellare tutto ciò che ci può sorprendere, e questo, senza essere minimamente negativo (sempre che abbiate anche voi una morale provvisoria), si risolve nell’unità della folla di Vieira da Silva, un insieme che vive e muore assieme nella Rivoluzione Francese così come nella Guerra Mondiale. Per questo la città contemporanea non è il mostro agglomerante che spesso si pensa, ma è una comunità accogliente - per chi voglia delegarsi.
Questa riflessione mi si è presentata dopo che, per caso, ho letto Benjamin.
Parece quase que quis esquecer das palavras, das imagens, do espelho que olhava p’ra si como se fosse outra pessoa.
Às vezes é preciso não pensar, pensava. Ao mesmo tempo pensava contradizendo o em que acreditava. Outras vezes é preciso dizer disparates até a boca se secar por necesidade de vinho ou de outra coisa qualquer. Beber tudo o que há, -se for vinho é melhor!- gritava.
Gritava no pensamento, graças à sua cabeça cheia de bichos podres. Era o que ele pensava de si, do que há entre a intrioridade mais próxima ao corpo. Para não pensar é preciso viver nesse limbo e lutar contra as vozes más que são, deveras, as borboletas da cabeça.
A sala estava cheia e ele olhava para si mesmo. As vozes eram cantos singelos de sonhos irrealizados. O seu sonho, naquele momento, era o de ganhar o Euromilhoes. Era o que queria mais na vida. Sonhos pequeninos para homens que sonham só com o dinheiro. Dinheiro e riquezas e um lugar no mundo onde não é preciso trabalhar. Oxalá se também fosse com gajas a servir refrigerantes…que bom, meu!
Ninguém sabe para quem trabalha.
Que bom se a vida fosse só flores e ondas no mar, se fosse só cús e mamas jovens.
A pega, minha vizinha, robou-me todo o dinhero,ou foi eu que lho ofreci com muita vontade?
Ela pensou que mo tinha roubado porque lhe dei mais do que é costume e isso aconteceu porque naquele dia estava particolarmente apaixonado pelas suas formas que já sabiam de velhice.
Gostava de corpos velhos e cansados por causa de trabalhos que nunca foram fadigas e que são das mais antiguas manções que a mulher cumpriu na vida.
Vender o corpo é normal, é costume, é uma das coisas mais lindas, as vezes paixonal, outras assim mais indiferentes, outras nojentas que até vomitam sozinhas, outras que nem parece verdade. A cama é o espelho do irrealizável, a união é disjunção de corpos;
é por causa disso que as pessoas odeiam-se, porque não conhecem as camas do mundo. A almofada é que conta?
E ele continuava a ficar sentado.